Lançamento de Minha novela, de Veronica Stigger

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A Cultura e Barbárie e a Cosac Naify convidam para o lançamento de

Minha novela e Opisanie świata
de Veronica Stigger

(com a presença da autora)

Quinta-feira, dia 5 de dezembro, às 19:00
na  Sala Drummond – CCE Bloco B – UFSC – Florianópolis

 
Minha novela
Uma emocionante história de amor, crueldade e redenção narrada por Veronica Stigger com fotodramas de Eduardo Sterzi
76 pgs | 14,5 x 10cm | Impressão à cera sólida, costura manual | Cultura e Barbárie, 2013

Opisanie świata
Primeiro romance de Veronica Stigger, com orelha de Flora Süssekind
160 pgs | 14 x 20cm | Cosac Naify, 2013

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Locus solus, de Raymond Roussel [Novo título]

capa-locus-solusxA espera acabou. A primeira tradução brasileira de Locus solus já está à venda pelo nosso site.

Locus solus
de Raymond Roussel

Tradução e apresentação de Fernando Scheibe
Prefácio de Raul Antelo | Posfácio de Pierre Bazantay
Capa e projeto gráfico de Marina Moros

pseudo- coleção de literatura | 344 páginas | 14 x 21

Preço: R$45,00 [ frete incluso ]

[ Clique aqui para adquirir ]

Locus Solus, publicado em 1914, é considerado o principal livro de Raymond Roussel (1877-1933), autor que fascinou os surrealistas, os nouveaux romanciers e pensadores como Michel Foucault e Gilles Deleuze e que, segundo César Aira, através de seu procedimento, deixou, pela primeira (e única?) vez, a literatura nua.

A tradução contou com o apoio do Centre National du Livre, que concedeu ao tradutor uma bolsa e uma estadia de três meses no Collège International des Traducteurs Littéraires. A edição conta também com uma apresentação do tradutor, um prefácio de Raúl Antelo e um posfácio do crítico francês Pierre Bazantay, um dos maiores estudiosos da obra de Roussel, co-autor do Pequeno dicionário de Locus Solus.

O projeto gráfico, concebido e executado por Marina Moros, se inspira na “cibernética aplicada à literatura” de Roussel (como aponta Enrique Vila-Matas), utilizando imagens de invenções patenteadas em 1914, o desenho da famosa demoiselle hie feito por Jean Ferry a partir do texto de Roussel e o estudo de Leonardo da Vinci sobre a impossibilidade do moto perpétuo.
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Sobre o livro

Sobre o autor

  • Sopro 98: Dossiê Raymond Roussel (editado por Fernando Scheibe, com textos de César Aira, Laurent Jenny, John Ashbery, Paul Eluard, Robert Desnos, Jean-Jacques Pauvert, André Breton, Claudio Willer, Dominique Nédellec, Roger Vitrac, Fabiano Barboza Viana, Jean Cocteau, Kelvin Falcão Klein, Patrick Besnier, Phillippe Soupault, Osvaldo Fontes Filho, Georges Bataille, Robert de Montesquiou, Michel Leiris, Marta Dantas, Leonardo Sciascia, além de dois fragmentos do manuscrito inicial de Locus Solus cortados da versão final e uma ilustração de Marina Rosenfeld Sznelwar e Beatriz Matuck; colaboraram traduzindo: Byron Vélez Escallón, Paolo Colosso, Alexandre Nodari, Joca Wolff, Diego Cervelin, Pablo Simpson, Thiago Mattos, Marcelo Jacques de Moraes, Paula Glenadel, Fernando Scheibe, Fabiano Barboza Viana, Ruy Luduvice, Antonio Carlos Santos, Liliane Mendonça, Fedra Rodríguez Hinojosa, Felipe Vicari de Carli e Eduardo Sterzi; a imagem da capa foi gentilmente cedida pelo artista marcus parcus).

 

Sopro 98: Dossiê Raymond Roussel

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(nov/2013)

O Sopro [vendaval] 98 festeja a primeira tradução ao português de Locus solus, que já está em pré-venda pelo nosso site e será lançada dia 28 de novembro.

Trata-se de um número especial editado por Fernando Scheibe com textos de César Aira, Laurent Jenny, John Ashbery, Paul Eluard, Robert Desnos, Jean-Jacques Pauvert, André Breton, Claudio Willer, Dominique Nédellec, Roger Vitrac, Fabiano Barboza Viana, Jean Cocteau, Kelvin Falcão Klein, Patrick Besnier, Phillippe Soupault, Osvaldo Fontes Filho, Georges Bataille, Robert de Montesquiou, Michel Leiris, Marta Dantas, Leonardo Sciascia, além de dois fragmentos do manuscrito inicial de Locus Solus cortados da versão final e uma ilustração de Marina Rosenfeld Sznelwar e Beatriz Matuck. Colaboraram traduzindo: Byron Vélez Escallón, Paolo Colosso, Alexandre Nodari, Joca Wolff, Diego Cervelin, Pablo Simpson, Thiago Mattos, Marcelo Jacques de Moraes, Paula Glenadel, Fernando Scheibe, Fabiano Barboza Viana, Ruy Luduvice, Antonio Carlos Santos, Liliane Mendonça, Fedra Rodríguez Hinojosa, Felipe Vicari de Carli e Eduardo Sterzi.

A imagem da capa foi gentilmente cedida pelo artista marcus parcus.

Como escrever mal (por Victor da Rosa)

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Victor da Rosa resenha as Nouvelles Impressions du Petit Marco, de César Aira, para o primeiro número da revista Laboratório (literatura e crítica).

 

No começo de 1990 – mais precisamente em março daquele ano – o escritor argentino César Aira inicia um período de residência na Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs, localizada em Saint-Nazaire, região da França, onde permanece dois meses escrevendo um relato curto e muito curioso, Nouvelles Impressions du Petit Maroc. O livro, que ainda não havia sido publicado na América Latina, mas somente na França, em 1991, acaba de sair por uma pequena editora de Florianópolis, a Cultura e Barbárie – o que, aliás, reafirma o gosto do escritor de ser publicado por editoras alternativas – traduzido do espanhol por Joca Wolff.

O relato, no entanto, apesar de mais ou menos desconhecido – e isso não é o mais importante, de fato, principalmente por se tratar de um escritor com obra tão dispersa, repleta de títulos praticamente invisíveis – deve ocupar uma posição de interesse entre tantos livros de César Aira. Isto porque uma série de traços, estratégias e procedimentos, que depois se tornaram mais recorrentes em sua literatura, já aparecem ali. Um deles, talvez o de maior interesse, diz respeito a uma idéia – na verdade, uma prática – tão cara ao escritor: como escrever mal.

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Lançamento de Locus Solus, de Raymond Roussel

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A editora Cultura e Barbárie e a Fundação Cultural Badesc convidam para o lançamento de

Locus Solus
de Raymond Roussel

Quinta-feira, dia 28 de novembro
na Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216 | Centro | Florianópolis

 17:30 – Mesa-redonda
Raúl Antelo | Roussel, la vie
Fernando Scheibe | Demoiselle hie

19:00 – Coquetel de lançamento
com projeção do filme Impressões da Alta-Mongólia, de Salvador Dali

[ No lançamento, o livro será vendido com 10% de desconto, a R$40,00 ]

[ Clique aqui para visualizar a capa ]

[ Páginas iniciais – apresentação de Fernando Scheibe, prefácio de Raul Antelo e primeiro capítulo ]

A “demoiselle” e os dentes, fragmento da tradução publicado no caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]

[ Clique aqui para ver o cartaz em .PDF ]

[ Página do evento no Facebook ]

“Procedimentos contra o vazio”, texto de Joca Terron sobre Roussel – caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]

AcéfalAtual: Pode o pensamento intensificar os modos de vida contra o Um?

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Encontros Cultura e Barbárie
AcéfalAtual
Pode o pensamento intensificar os modos de vida contra o Um?

Sexta, dia 18 de outubro de 2013 | Horário: 18:00hs
Local: Sala 010 – Depto. de História – CFH (Bloco C)/UFSC – Florianópolis/SC

Lançamento e apresentação da Acéphale n.2 e distribuição do Atual n.1

Com Fernando Scheibe, tradutor e especialista em Bataille, e Alexandre Nodari, editor

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1401023746798284/

“La soledad globalizada es un síntoma de época”, entrevista com Ernesto Sinatra

Entrevista de Ernesto Sinatra para o Télam sobre @s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo

 

Sinatra es psicoanalista y co-fundador del TYA (red internacional del campo freudiano en toxicomanía y alcoholismo); es miembro de la Asociación Mundial de Psicoanálisis (AMP) y de la Escuela de Orientación Lacaniana (EOL).

Entre otros libros, publicó La racionalidad del psicoanálisisNosotros los hombres, ¿Todo sobre las drogas? y Las entrevistas preliminares y la entrada en análisis.

Esta es la conversación que sostuvo con Télam.

T : ¿Quiénes son los “nuevos” adictos, y en qué se diferenciarían de los “viejos”? El modo en el que lo escribís tiene desde el inicio una particularidad…
S : Sí, es así. En primer lugar, el título del libro es -en verdad- impronunciable. Es resultado de la variación de los usos del lenguaje en las prácticas cotidianas de los ciudadanos y los consumidores actuales. Al escribir nuev@s adict@s con el signo arroba, se denotan dos rasgos de la época: la web-globalización y la impronta producida en los usos de la lengua por las batallas del género –p.ej. @ no es índice de masculino o femenino, designa de un modo neutro, en este caso: inclusivo.

Los nuev@s adict@s obedecen a la globalización hiper-moderna; es necesario circunscribir el escenario del capitalismo contemporáneo realizado como democracia de mercado en Occidente, para leer desde allí las transformaciones actuales de hombres y mujeres en su relación con los tóxicos contemporáneos. Desde los tradicionales adictos al alcohol y a las drogas se pasó a los consumidores actuales, que emplean sustancias cada vez más sofisticadas. Pero además existe una variedad de consumos tan extendida como lo son las acciones que denotan los más diversos modos de gozar: work-alcoholicscyber-adictos; tele-adictos; ludo-adictos; sexo-adictos; personas tóxicas…por lo antedicho la lista es interminable.

El libro es un work in progress de una investigación que lleva años y está atravesado por una hipótesis con la que pretende demostrar algunos alcances en la civilización, a partir de la secuencia: de (1) la caída del padre -se sigue- (2) el declive de lo viril -a lo que responde- (3) la feminización del mundo. Puede constatarse que la crisis actual de las normas se corresponde con la caída del padre, y con el declive de lo viril. Desde los fenómenos que muestran el descenso de la autoridad, que preocupa a los educadores tradicionales y -sobre todo- a los encargados de llevar adelante políticas de Estado (en educación). Y no menos -hoy más que nunca- las mujeres que se lamentan de no conseguirverdaderos hombres.

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Objetos verbais não identificados (ensaio de Flora Süssekind)

O Globo publicou hoje (21/9/2013) ensaio de Flora Süssekind que aborda, entre outros livros, Delírio de Damasco, de Veronica Stigger

Há, também, transferência material em “Delírio de Damasco”, de Veronica Stigger, que foi originalmente uma exposição de parte dos textos compilados no livro, realizada, em 2010, em tapumes da unidade 24 de maio do SESC São Paulo. Se o caráter verbal dos fragmentos de conversa ouvida ao léu, das frases recortadas ou inventadas, é semelhante na mostra e no livrinho, da dimensão minúscula da publicação parece emergir a ideia de uma apropriação meio secreta, indevida, fantasiosa às vezes, do rumor da rua. O que assinalam, mais uma vez, de cara, as epígrafes à beira do contraditório — sobre o que a frase ouvida casualmente conteria de presságio (De Quincey) e o comentário de Oswald — “A gente escreve o que ouve — nunca o que houve”. Livro composto inteiramente de vozes, que dialoga, assim, tanto com as apropriações oswaldianas, quanto com a poesia coral de Francisco Alvim. E assinala um processo de composição via ready-made — como é o seu em “Destinos” (extraído das linhas de ônibus paulistas) ou “Luana”, de “Gran Cabaret Demenzial”, em toda a seção “Histórias da Arte” de “Os anões”, nos reclames, conselhos caseiros, ilustrações de época que irrompem, vez por outra, em “Opisanie Swiata”, e se mantêm ali, soltos, desencaixados, quase coisas, como Bopp, o senhor Andrade, Opalka, cujo decalque obrigatório cria uma espécie de relevo, de rugosidade, em narrativa enganosamente ligeira, plana.

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