Lançamento de Delírio de Damasco em Salvador

veronicasalvador

Veronica Stigger lançará Delírio de Damasco no dia 19 de fevereiro às 20h, na Casa de Tereza (Rua Odilon Santos, 45 – Rio Vermelho), em Salvador, durante a edição especial do Sarau Prosa & Poesia que homenageará Clarice Lispector.

 

 

 

 

 

 

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Áudio do lançamento de Delírio de Damasco, de Veronica Stigger

Áudio do evento de lançamento de Delírio de Damasco, de Veronica Stigger (28/11/2012 – Florianópolis)

Apresentação de Delírio de Damasco, por Flávia Cera

Abaixo, o texto lido por Flávia Cera na apresentação de Delírio de Damasco, livro de Veronica Stigger, dia 28 de novembro de 2012, em Florianópolis

 

É difícil passar indiferente à leitura dos textos de Veronica Stigger. Seja pela forma ou pela força de seus textos, seja pelo contorcionismo ou despedaçamentos dos corpos que os habitam. Em Delírio de Damasco, não é diferente. Nele, Veronica se arrisca em uma literatura-limite. No limite da ficção, da narrativa, do sentido, no limite da literatura. Daí que ela se aproxime do procedimento arqueológico, como apontou Victor da Rosa. Mas trata-se de uma arqueologia específica: Veronica atua como uma “arqueóloga mal-comportada”, à maneira de Flávio de Carvalho, porque através “da força penetrante da elaboração poética” faz ressoar “a plástica do resíduo” e reestabelece “o tumulto anímico da época examinada”. Esta poderia figurar como uma hipótese para compreender a sua proposição de uma “arqueologia da linguagem do presente”. A plasticidade dos resíduos, os restos de conversas, de exclamações, de perguntas que sobrevivem no Delírio de Damasco atuam pelo mecanismo da sugestibilidade que potencializa futuras histórias, microcosmos, “mitos menores”: “Isso é o que ela sente? Ou o que sente o coração dela?” “Essa lagoa é ótima para quem quer casar. Basta dar três mergulhinhos” ou ainda “Depois do paraíso, ele vai para onde?”. “Uma coisa jogada ao acaso no mundo [é] transformada numa coisa transbordante de sugestibilidade [que] adquire ‘atmosfera’”, dizia Flávio sobre os Ossos do Mundo.

Os pequenos fragmentos de Delírio de Damasco seguem o procedimento de esvaziamento do sentido e economia da linguagem, uma economia libidinal da linguagem, com o qual Veronica vem marcando, com extrema contundência, suas histórias. É como se ela esvaziasse a linguagem da camada de ar que compõem a sua atmosfera. Mas essa economia não aponta para o fim da narrativa, que seria também uma forma de anular a experiência e a história. Não se trata disso, ao contrário: Veronica sabe onde cortar e como cortar. Sabe frisar, abrir sulcos, dar ênfase e produzir efeitos, inverter e subverter mecanismos. Neste sentido, inscreve-se também na sua literatura a marca indelével do pulsional que Lacan certa vez definiu como uma maquinaria surrealista: “a marcha de um dínamo acoplado na tomada de gás, de onde sai uma pena de pavão que vem fazer cócegas no ventre de uma bela mulher que lá está incluída para a beleza da coisa. A coisa começa aliás a se tornar interessante pelo seguinte, que a pulsão define, segundo Freud, todas as formas pelas quais se pode inverter tal mecanismo”.

“A gente escreve o que ouve e nunca o que houve”, eis a questão; e com isto em mente Veronica consegue escapar ao diagnóstico de Flávio de Carvalho, a saber, que “o homem vive no seu mundo, mas raramente se dá ao trabalho de examinar o mundo em que vive”. Escapa, portanto, a este diagnóstico roubando das conversas cotidianas, dos usos mais triviais da linguagem o absurdo da poesia e a poesia do absurdo. A instalação que iniciou este livro tinha o nome de “Pré-Histórias, 2”: o mais arcaico no contemporâneo. Neste procedimento estão as marcas primitivas, os arqui-traços fantasmáticos, que se abrem ao inesperado dos encontros que virão, aos efeitos que produzirão em cada leitor, às atmosferas que se criarão a partir dessa aventura arqueológica e literária que Veronica soube fazer como ninguém.

Áudio de “Joan Brossa e a poesia catalã – conversa com Ronald Polito”

“A última coisa que a poesia é é literatura”: Áudio do Encontro Cultura e Barbárie “Joan Brossa e a poesia catalã – conversa com Ronald Polito”, que ocorreu dia 1 de dezembro de 2012, no Café Cultura (Centro-Florianópolis) com mediação de Victor da Rosa (na ocasião foi lançado o livro Escutem esse silêncio, de Joan Brossa, traduzido por Ronald Polito, e apresentado por Ronald Polito e Victor da Rosa (Lumme Editor, 2012)).

Joan Brossa e a poesia catalã – conversa com Ronald Polito (dia 1, as 16hrs)

brossa

Encontros Cultura e Barbárie


Joan Brossa e a poesia catalã

conversa com Ronald Polito


Quando
: dia 1o de dezembro [ sábado ] 16:00
OndeCafé Cultura (Centro) – Florianópolis
[ Praça XV de Novembro, 352 ] | Mapa

Os Encontros Cultura e Barbárie são dedicados a debates político-culturais. Abertos ao público geral, cada encontro conta com um convidado que abre e conduz a discussão junto com um mediador. Nesse Encontro, o convidado será Ronald Polito, e o mediador, Victor da Rosa. Na ocasião, também será lançado o livro Escutem esse silêncio, de Joan Brossa, traduzido por Ronald Polito, e apresentado por Ronald Polito e Victor da Rosa (Lumme Editor, 2012).


Para mais informações:
 editora@culturaebarbarie.org

Cartazclique aqui para ver e fazer o download do cartaz

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Lançamento de “Delírio de Damasco”, de Veronica Stigger (28/11)

A Editora Cultura e Barbárie e o Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC convidam para o lançamento de Delírio de Damasco, de Veronica Stigger. No evento, o livro será apresentado por Flávia Cera, e a autora lerá o poema inédito O coração dos homens.

Quando: dia 28 de novembro [ Quarta-feira ] 18:30
Onde: Sala Drummond (CCE Bloco B, Térreo), UFSC/Florianópolis
Cartaz: clique aqui para ver e fazer o download do cartaz

Sobre o livro: “Quantas vezes, ao andarmos pelas ruas de nossas cidades, não acabamos escutando, um pouco por acaso, um tanto por curiosidade, fragmentos de conversas alheias que ficam a ressoar na memória dos passantes? Essas falas, justamente por nos chegarem fracionadas, em cacos ou lampejos, têm sempre um quê de enigma, sugerindo, ao ouvinte imaginoso, histórias potenciais, ficções embrionárias. Delírio de damasco é uma reunião dessas frases ouvidas aqui e ali, numa espécie de arqueologia da linguagem do presente, em busca da poesia inesperada − dura ou terna, ingênua ou irônica − que pudesse haver em meio a nossos costumeiros diálogos sobre a tríade sangue, sexo, grana.” (Veronica Stigger)

Para mais informações: editora@culturaebarbarie.org

Áudio do Encontro Cultura e Barbárie com Jair Fonseca: “O míssil e o fóssil”

Áudio do primeiro dos Encontros Cultura e Barbárie, com Jair Fonseca: “O míssil e o fóssil: retrospectiva e prospecção tropicalistas”, realizado dia 15 de agosto de 2012, na Casa das Máquinas (Florianópolis/SC).

 

Encontros Cultura e Barbárie com Jair Fonseca – Quarta, dia 15/08

A editora Cultura e Barbárie convida para o primeiro dos

Encontros Cultura e Barbárie
O míssil e o fóssil: retrospectiva e prospecção tropicalistas
com Jair Fonseca

Quando: dia 15 de agosto [ Quarta-feira ] 19:30
Onde: Casa das Máquinas, Lagoa da Conceição [ MAPA ]
[ Rua Henrique Veras do Nascimento 50, ao lado do Casarão ]

Os Encontros Cultura e Barbárieserão dedicados a debates político-culturais. Abertos ao público geral, cada encontro contará com um convidado que abrirá e conduzirá a discussão. O primeiro encontro terá como eixo do debate a cultura dos anos 1960 e 1970, e o convidado será Jair Fonseca, que enfocará o tropicalismo. Os encontros possuem apoio da Fundação Franklin Cascaes, da Prefeitura Municipal de Florianópolis, que disponibilizou, para a realização do evento, a Casa das Máquinas, espaço cultural localizado na Lagoa da Conceição.

[ Clique aqui para visualizar o cartaz do evento ]

MAPA: