Leitura de “A primavera de Rimbaud: poesia latina”

Leonardo D’Avila lerá trechos de “A primavera de Rimbaud: poesia latina” na Boston University, dia 25 de março. O livro será lançado em breve pela Cultura e Barbárie.

Abaixo seguem a descrição do evento e o programa completo (em inglês):

“The New Barbarians: Brazilian Cultural Criticism After the End of Modernity” on Mar. 25 from 3-7pm (CAS 200, 725 Commonwealth Ave., Boston University).

We will receive several scholars, most from Brazil, pertaining to a new wave of cultural critics, at Boston University to discuss contemporary themes of Brazilian culture, especially: post-dictatorial voids, vagabondage and revolution, ideology and aesthetics, anachronism and fragmentation of culture, art and bananas, travel and nation, headless bodies, literature and anti-academicism, contemporary historiography of slavery, and the myth of Brazil as a paradise. And also some are going to be making special connections to Cuba.

Please, do find attached the poster for the conference with its full program. All the talks will be in English but for the literary reading of Arthur Rimbaud’s Latin Poems translated into Portuguese.

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Fragmento de história futura e Raul Pompéia: O Ateneu e o romance psicológico em formato ebook

Mais dois títulos nossos estão agora disponíveis em formato ebook (epub e mobi): Fragmento de história futura, de Gabriel Tarde, e Raul Pompéia: O Ateneu e o romance psicológico, de Araripe Jr.

Nossos ebooks são pelo menos 50% mais baratos que as versões impressas. Clique aqui para conhecer os títulos disponíveis em edição eletrônica.

Lançamentos do primeiro semestre de 2014

Ontologia do acidente, de Catherine Malabou, Como escrevi alguns de meus livros Chiquenaude, de Raymond Roussel, Totem, de André Vallias, a poesia latina de Rimbaud, A psicanálise e o inconsciente, de D.H. Lawrence, A Conspiração dos Búzios, de Gramiro de Matos, A Coisa no pensamento, de Emanuele Coccia, dois números da Acéphale, a revista dubia, de antropologia especulativa, e Arte e técnica, de Daniel Link, estão entre os lançamentos previstos da C&B para a primeira metade do ano. Confira aqui a lista e a sinopse dos livros.

Totemsemia [Atual n.2]

totemsemia

Totemsemia

Diz-que Odisseu escapou da grota de Polifemo dizendo chamar-se Outis, Ninguém. Polifemo criava ovelhas, mas não as comia. Os humanos, que entravam em sua grota para roubar-lhe o vinho e os quitutes, ele comia. Comeu de dois em dois os companheiros de Odisseu, e depois bebeu o vinho. E acabou cego. Ninguém fugiu, sob a pele das ovelhas. Até hoje.

Odisseu foi o pai da massa. O primeiro Ninguém esquivando-se entre os dedos do mundo. Depois dele, a cada um é dado o direito de ser joão ninguém, ou maria alguma coisa. A cada um, mas nem todos. Tem gente que não teve saída. Quem se dizia gente ganhou nome, uns dos outros, ou ainda da comida que primeiro veio pulando. Nome errado, nome trocado, tomado ou errante. Cariba, Caniba, Canibal, Caliban. E a ontologia tentou, em vão, substituir a errática dos nomes. Mas o índio não tinha o verbo ser.

Até hoje: gente que não é, mesmo quando os nomes não somem. Eles não são como vocês. São como os que comiam vocês. Ou são, mas não somam. São sôma anômala. De nomes alheios e nomes do alheio. Para quem o nome próprio é a apropriação do nome. Pronome. Indefinido, torto, oblíquo. Atravessando.

Se a história do homem é a história da sua fome, a do antropófago é a da devoração do nome. Heteronímia canibal. Semiofagia: é a carne, é a ideia. Ter muitos nomes é um jeito de ser sem O nome. Como o nome. Sem dúvida ontológica. Conflito odontológico: tupi or not tupi.

E temos que escolher: sob a pele das ovelhas ou sob os nomes dos índios? Nomes que subsistem. Daqueles cujo rastro identifica o conflito existente entre o Brasil caraíba, verdadeiro, o outro, que só traz o nome. Não somos Ninguém. E estamos recrutando fatores postos à margem. Forças escondidas. Mal apalpadas. Que ainda não couberam no sistema métrico ocidental. Índio. A multiplicação de todos os nomes.

Somos a reação da paisagem contra o tempo. Nomen nudum, de homem totem. Onomatotema. Somos… krenak, xerente, ticuna, krahô, tukano, trumai, patamona, karipuna, hixkaryana, waiwai…

E não sumimos. Nós, os outros. Nósoutros. Nosoutros.

(Publicado na coluna da C&B do Atual n.2 e inspirado em Totem, de André Vallias)

Lançamento de Minha novela, de Veronica Stigger

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A Cultura e Barbárie e a Cosac Naify convidam para o lançamento de

Minha novela e Opisanie świata
de Veronica Stigger

(com a presença da autora)

Quinta-feira, dia 5 de dezembro, às 19:00
na  Sala Drummond – CCE Bloco B – UFSC – Florianópolis

 
Minha novela
Uma emocionante história de amor, crueldade e redenção narrada por Veronica Stigger com fotodramas de Eduardo Sterzi
76 pgs | 14,5 x 10cm | Impressão à cera sólida, costura manual | Cultura e Barbárie, 2013

Opisanie świata
Primeiro romance de Veronica Stigger, com orelha de Flora Süssekind
160 pgs | 14 x 20cm | Cosac Naify, 2013

Locus solus, de Raymond Roussel [Novo título]

capa-locus-solusxA espera acabou. A primeira tradução brasileira de Locus solus já está à venda pelo nosso site.

Locus solus
de Raymond Roussel

Tradução e apresentação de Fernando Scheibe
Prefácio de Raul Antelo | Posfácio de Pierre Bazantay
Capa e projeto gráfico de Marina Moros

pseudo- coleção de literatura | 344 páginas | 14 x 21

Preço: R$45,00 [ frete incluso ]

[ Clique aqui para adquirir ]

Locus Solus, publicado em 1914, é considerado o principal livro de Raymond Roussel (1877-1933), autor que fascinou os surrealistas, os nouveaux romanciers e pensadores como Michel Foucault e Gilles Deleuze e que, segundo César Aira, através de seu procedimento, deixou, pela primeira (e única?) vez, a literatura nua.

A tradução contou com o apoio do Centre National du Livre, que concedeu ao tradutor uma bolsa e uma estadia de três meses no Collège International des Traducteurs Littéraires. A edição conta também com uma apresentação do tradutor, um prefácio de Raúl Antelo e um posfácio do crítico francês Pierre Bazantay, um dos maiores estudiosos da obra de Roussel, co-autor do Pequeno dicionário de Locus Solus.

O projeto gráfico, concebido e executado por Marina Moros, se inspira na “cibernética aplicada à literatura” de Roussel (como aponta Enrique Vila-Matas), utilizando imagens de invenções patenteadas em 1914, o desenho da famosa demoiselle hie feito por Jean Ferry a partir do texto de Roussel e o estudo de Leonardo da Vinci sobre a impossibilidade do moto perpétuo.
Visualização online

Sobre o livro

Sobre o autor

  • Sopro 98: Dossiê Raymond Roussel (editado por Fernando Scheibe, com textos de César Aira, Laurent Jenny, John Ashbery, Paul Eluard, Robert Desnos, Jean-Jacques Pauvert, André Breton, Claudio Willer, Dominique Nédellec, Roger Vitrac, Fabiano Barboza Viana, Jean Cocteau, Kelvin Falcão Klein, Patrick Besnier, Phillippe Soupault, Osvaldo Fontes Filho, Georges Bataille, Robert de Montesquiou, Michel Leiris, Marta Dantas, Leonardo Sciascia, além de dois fragmentos do manuscrito inicial de Locus Solus cortados da versão final e uma ilustração de Marina Rosenfeld Sznelwar e Beatriz Matuck; colaboraram traduzindo: Byron Vélez Escallón, Paolo Colosso, Alexandre Nodari, Joca Wolff, Diego Cervelin, Pablo Simpson, Thiago Mattos, Marcelo Jacques de Moraes, Paula Glenadel, Fernando Scheibe, Fabiano Barboza Viana, Ruy Luduvice, Antonio Carlos Santos, Liliane Mendonça, Fedra Rodríguez Hinojosa, Felipe Vicari de Carli e Eduardo Sterzi; a imagem da capa foi gentilmente cedida pelo artista marcus parcus).

 

Sopro 98: Dossiê Raymond Roussel

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(nov/2013)

O Sopro [vendaval] 98 festeja a primeira tradução ao português de Locus solus, que já está em pré-venda pelo nosso site e será lançada dia 28 de novembro.

Trata-se de um número especial editado por Fernando Scheibe com textos de César Aira, Laurent Jenny, John Ashbery, Paul Eluard, Robert Desnos, Jean-Jacques Pauvert, André Breton, Claudio Willer, Dominique Nédellec, Roger Vitrac, Fabiano Barboza Viana, Jean Cocteau, Kelvin Falcão Klein, Patrick Besnier, Phillippe Soupault, Osvaldo Fontes Filho, Georges Bataille, Robert de Montesquiou, Michel Leiris, Marta Dantas, Leonardo Sciascia, além de dois fragmentos do manuscrito inicial de Locus Solus cortados da versão final e uma ilustração de Marina Rosenfeld Sznelwar e Beatriz Matuck. Colaboraram traduzindo: Byron Vélez Escallón, Paolo Colosso, Alexandre Nodari, Joca Wolff, Diego Cervelin, Pablo Simpson, Thiago Mattos, Marcelo Jacques de Moraes, Paula Glenadel, Fernando Scheibe, Fabiano Barboza Viana, Ruy Luduvice, Antonio Carlos Santos, Liliane Mendonça, Fedra Rodríguez Hinojosa, Felipe Vicari de Carli e Eduardo Sterzi.

A imagem da capa foi gentilmente cedida pelo artista marcus parcus.

Como escrever mal (por Victor da Rosa)

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Victor da Rosa resenha as Nouvelles Impressions du Petit Marco, de César Aira, para o primeiro número da revista Laboratório (literatura e crítica).

 

No começo de 1990 – mais precisamente em março daquele ano – o escritor argentino César Aira inicia um período de residência na Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs, localizada em Saint-Nazaire, região da França, onde permanece dois meses escrevendo um relato curto e muito curioso, Nouvelles Impressions du Petit Maroc. O livro, que ainda não havia sido publicado na América Latina, mas somente na França, em 1991, acaba de sair por uma pequena editora de Florianópolis, a Cultura e Barbárie – o que, aliás, reafirma o gosto do escritor de ser publicado por editoras alternativas – traduzido do espanhol por Joca Wolff.

O relato, no entanto, apesar de mais ou menos desconhecido – e isso não é o mais importante, de fato, principalmente por se tratar de um escritor com obra tão dispersa, repleta de títulos praticamente invisíveis – deve ocupar uma posição de interesse entre tantos livros de César Aira. Isto porque uma série de traços, estratégias e procedimentos, que depois se tornaram mais recorrentes em sua literatura, já aparecem ali. Um deles, talvez o de maior interesse, diz respeito a uma idéia – na verdade, uma prática – tão cara ao escritor: como escrever mal.

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Lançamento de Locus Solus, de Raymond Roussel

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A editora Cultura e Barbárie e a Fundação Cultural Badesc convidam para o lançamento de

Locus Solus
de Raymond Roussel

Quinta-feira, dia 28 de novembro
na Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216 | Centro | Florianópolis

 17:30 – Mesa-redonda
Raúl Antelo | Roussel, la vie
Fernando Scheibe | Demoiselle hie

19:00 – Coquetel de lançamento
com projeção do filme Impressões da Alta-Mongólia, de Salvador Dali

[ No lançamento, o livro será vendido com 10% de desconto, a R$40,00 ]

[ Clique aqui para visualizar a capa ]

[ Páginas iniciais – apresentação de Fernando Scheibe, prefácio de Raul Antelo e primeiro capítulo ]

A “demoiselle” e os dentes, fragmento da tradução publicado no caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]

[ Clique aqui para ver o cartaz em .PDF ]

[ Página do evento no Facebook ]

“Procedimentos contra o vazio”, texto de Joca Terron sobre Roussel – caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]