Como escrever mal (por Victor da Rosa)

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Victor da Rosa resenha as Nouvelles Impressions du Petit Marco, de César Aira, para o primeiro número da revista Laboratório (literatura e crítica).

 

No começo de 1990 – mais precisamente em março daquele ano – o escritor argentino César Aira inicia um período de residência na Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs, localizada em Saint-Nazaire, região da França, onde permanece dois meses escrevendo um relato curto e muito curioso, Nouvelles Impressions du Petit Maroc. O livro, que ainda não havia sido publicado na América Latina, mas somente na França, em 1991, acaba de sair por uma pequena editora de Florianópolis, a Cultura e Barbárie – o que, aliás, reafirma o gosto do escritor de ser publicado por editoras alternativas – traduzido do espanhol por Joca Wolff.

O relato, no entanto, apesar de mais ou menos desconhecido – e isso não é o mais importante, de fato, principalmente por se tratar de um escritor com obra tão dispersa, repleta de títulos praticamente invisíveis – deve ocupar uma posição de interesse entre tantos livros de César Aira. Isto porque uma série de traços, estratégias e procedimentos, que depois se tornaram mais recorrentes em sua literatura, já aparecem ali. Um deles, talvez o de maior interesse, diz respeito a uma idéia – na verdade, uma prática – tão cara ao escritor: como escrever mal.

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