Sopro 98: Dossiê Raymond Roussel

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(nov/2013)

O Sopro [vendaval] 98 festeja a primeira tradução ao português de Locus solus, que já está em pré-venda pelo nosso site e será lançada dia 28 de novembro.

Trata-se de um número especial editado por Fernando Scheibe com textos de César Aira, Laurent Jenny, John Ashbery, Paul Eluard, Robert Desnos, Jean-Jacques Pauvert, André Breton, Claudio Willer, Dominique Nédellec, Roger Vitrac, Fabiano Barboza Viana, Jean Cocteau, Kelvin Falcão Klein, Patrick Besnier, Phillippe Soupault, Osvaldo Fontes Filho, Georges Bataille, Robert de Montesquiou, Michel Leiris, Marta Dantas, Leonardo Sciascia, além de dois fragmentos do manuscrito inicial de Locus Solus cortados da versão final e uma ilustração de Marina Rosenfeld Sznelwar e Beatriz Matuck. Colaboraram traduzindo: Byron Vélez Escallón, Paolo Colosso, Alexandre Nodari, Joca Wolff, Diego Cervelin, Pablo Simpson, Thiago Mattos, Marcelo Jacques de Moraes, Paula Glenadel, Fernando Scheibe, Fabiano Barboza Viana, Ruy Luduvice, Antonio Carlos Santos, Liliane Mendonça, Fedra Rodríguez Hinojosa, Felipe Vicari de Carli e Eduardo Sterzi.

A imagem da capa foi gentilmente cedida pelo artista marcus parcus.

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Como escrever mal (por Victor da Rosa)

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Victor da Rosa resenha as Nouvelles Impressions du Petit Marco, de César Aira, para o primeiro número da revista Laboratório (literatura e crítica).

 

No começo de 1990 – mais precisamente em março daquele ano – o escritor argentino César Aira inicia um período de residência na Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs, localizada em Saint-Nazaire, região da França, onde permanece dois meses escrevendo um relato curto e muito curioso, Nouvelles Impressions du Petit Maroc. O livro, que ainda não havia sido publicado na América Latina, mas somente na França, em 1991, acaba de sair por uma pequena editora de Florianópolis, a Cultura e Barbárie – o que, aliás, reafirma o gosto do escritor de ser publicado por editoras alternativas – traduzido do espanhol por Joca Wolff.

O relato, no entanto, apesar de mais ou menos desconhecido – e isso não é o mais importante, de fato, principalmente por se tratar de um escritor com obra tão dispersa, repleta de títulos praticamente invisíveis – deve ocupar uma posição de interesse entre tantos livros de César Aira. Isto porque uma série de traços, estratégias e procedimentos, que depois se tornaram mais recorrentes em sua literatura, já aparecem ali. Um deles, talvez o de maior interesse, diz respeito a uma idéia – na verdade, uma prática – tão cara ao escritor: como escrever mal.

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Lançamento de Locus Solus, de Raymond Roussel

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A editora Cultura e Barbárie e a Fundação Cultural Badesc convidam para o lançamento de

Locus Solus
de Raymond Roussel

Quinta-feira, dia 28 de novembro
na Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216 | Centro | Florianópolis

 17:30 – Mesa-redonda
Raúl Antelo | Roussel, la vie
Fernando Scheibe | Demoiselle hie

19:00 – Coquetel de lançamento
com projeção do filme Impressões da Alta-Mongólia, de Salvador Dali

[ No lançamento, o livro será vendido com 10% de desconto, a R$40,00 ]

[ Clique aqui para visualizar a capa ]

[ Páginas iniciais – apresentação de Fernando Scheibe, prefácio de Raul Antelo e primeiro capítulo ]

A “demoiselle” e os dentes, fragmento da tradução publicado no caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]

[ Clique aqui para ver o cartaz em .PDF ]

[ Página do evento no Facebook ]

“Procedimentos contra o vazio”, texto de Joca Terron sobre Roussel – caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo, 22/9/2013 ]