“Por um contra-mercado editorial” (Sérgio Cohn, revista Nau n.3)

Matéria de Sérgio Cohn na Nau n.3 sobre a Cultura e Barbárie a a Sol Negro:

Circula no meio literário carioca a história sobre uma briga entre um poeta da geração marginal e o editor de uma das mais prestigiosas casas do Brasil. O poeta, que já havia sido publicado pelo editor quando este trabalhava em outra empresa, foi procurá-lo com um livro novo, e ouviu deste a justificativa para a recusa da edição: “vocêm tem que entender, meu caro, que uma edição custa tanto, e precisa vender tanto para se pagar, o que demora tantos anos no caso de poesia, e portanto é preciso de tanto de investimento”… A conversa foi por aí, até que o poeta, cansado, respondeu: “Estranho, achei que o nome da sua editora continha a palavra ‘Letras’, e não ‘Números'”.

Essa história é exemplar para falar sobre o nosso mercado editorial, e o quanto relevante é o aparecimento, de tempos em tempos, de propostas corajosas por microeditoras, capazes de arejar o circuito com títulos e táticas inovadoras. É o caso de duas editoras em atividade no Brasil atualmente: Cultura e Barbárie e Sol Negro. As duas trabalham com livros artesanais e de pequenas tiragens, e se destacam pela qualidade do catálogo.

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