Pequenas, mas atrevidas, por Joselia Aguiar (Valor Econômico)

Matéria de Josélia Aguiar sobre editoras independentes (entre as quais, a Cultura e Barbárie), publicada no Valor Econômico de hoje (30/8/2013):

“O caminho das editoras independentes não pode ser o da imitação das grandes: devem buscar um modelo próprio e singular a cada uma, seja no catálogo, no processo produtivo, na relação com os autores e leitores, de preferência nos três eixos. Pelo menos é como tentamos fazer”, defende Alexandre Nodari, um dos fundadores da Cultura e Barbárie, de Florianópolis. Como “linhas de fuga ao consenso”, a Edições Chão da Feira escolhe títulos que “modificam a cartografia do que é pensável, nomeável, do que é perceptível e, também, do que é possível”, define Maria Carolina Fenati, uma das editoras que constituem um núcleo que se estende por Belo Horizonte, São Paulo, Rio, Lisboa e Porto. Rachel Gontijo, uma das sócias da carioca A Bolha, lembra que “comprar um livro de uma editora independente é uma forma de ativismo, assim como escrever sobre produções independentes”.

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@s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo [Novo título]

@s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo (Ernesto Sinatra)

@s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo
Ernesto Sinatra

Tradução de Flávia Cera | Coleção anima | 80 pgs | 14×19,5 | Impressão em cera sólida | Costura e acabamento manuais

Preço: R$35,00 [frete incluso]

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“Encarar o problema da multiplicidade requer uma lógica, porque erramos ao buscar nos fenômenos aquilo que faz a diferença. Porque se trata de lógica, seja na abordagem do problema da sexuação ou das adicções, e não das classificações ou descrições que não carecem de preconceitos em seus próprios fundamentos. Preconceitos dos quais não estamos isentos, tal como Sinatra nos recorda, advertindo, ao abordar a clínica atual, que continua se tratando da angústia, e do remédio que o parlêtre quer encontrar, referentes ao fato de que não há relação sexual. Só que o perigo é que o discurso hipermoderno gera a ilusão de ser possível curar-se disso. Lemos a consequência disso nessa lúcida referência adjudicada a Jean-Claude Milner: ‘o momento atual da civilização é a época do sujeito voltado contra si mesmo.’ Creio não equivocar-me ao dizer que o passo que Sinatra dá – na verdade, que volta a dar – neste texto é o de localizar a lógica que sustenta nosso trabalho, o dos psicanalistas, ao tentar ir para além dos fenômenos imaginários – impactantes, por certo – para não perder nossa bússola: o objetoa, o mais de gozo, que os comanda. Porque na atualidade, elevado ao zênite, ou seja: “deves gozar!” – e sem limite –, deixa os sujeitos confrontados à iminência da passagem ao ato. Há então uma urgência frente a qual os psicanalistas devem responder. E este livro constitui, sem sombra de dúvidas, ao menos para alguns de nós, um despertar” (do prólogo de Gloria Aksman)

Sopro 93

sopro93grandeSopro 93 (ago/2013)

R.O.T.A.V.A.L.O.P.E.R.O.S.M.A.N., texto de Glauber Rocha sobre Osman Lins com notas e estudo (Um caso específico de Estética da Fome: Glauber Rocha opera rotas de Osman Lins) de João Guilherme Dayrell;

Tudo kósmico e exterior: observações sobre a o(do)ntologia do pensamento antropofágico, por Marcos de Almeida Matos

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Subversão das formas da existência: Revista ‘Acéphale’, de Georges Bataille, ganha tradução no Brasil (O Globo)

Matéria de Guilherme Freitas sobre a Acéphale, publicada nO Globo de 10/8/2013:

 “O homem escapou da sua cabeça como o condenado da prisão”, escreve Georges Bataille no primeiro número da revista “Acéphale”, que fundou em 1936 com artistas e intelectuais de seu círculo, como Pierre Klossowski, Georges Ambrosino e André Masson. O desenho de Masson estampado na capa lembra a clássica figura humana representada por Leonardo da Vinci — só que não tem cabeça, segura um coração em chamas numa mão e um punhal na outra, e ostenta uma caveira no lugar dos órgãos genitais.

“Acéphale” era ainda o nome de uma sociedade secreta criada pelo filósofo na época. Diz-se que ela se desfez depois de seus membros tentarem organizar, sem sucesso, um sacrifício humano.

A revista também teve vida curta: apenas cinco números, entre 1936 e 39. Mas registra uma fase crucial do pensamento de Bataille, em meio a seu rompimento com o grupo surrealista de André Breton e a escalada nazifascista que levou à Segunda Guerra.

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Conferências de Fabián Ludueña em Florianópolis

Fabián Ludueña Romandini, autor de A comunidade dos espectros. I. Antropotecnia e Para além do princípio antrópico: por uma filosofia do Outside estará em Florianópolis semana que vem para duas atividades.

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A primeira delas é a conferência de abertura do Terceiro Seminário dos Alunos da Pós-Graduação em Literatura da UFSC, segunda-feira (dia 12), às 19 horas, no Auditório Henrique Fontes (CCE-B/UFSC). O título da palestra é Muerte y Transfiguración del Mito Antropotécnico de Occidente: Filiación, Sexuación. [ Programação completa do evento aqui ]

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A segunda fala acontece terça-feira, dia 13, às 20 horas, no Ático do Edifício Sudameris. A fala e debate com Ludueña sobre Foucault com Sade integra a atividade Psicanálise e conexões.

Lançamento de “@s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo”, de Ernesto Sinatra

A editora Cultura e Barbárie e a Diretoria de Biblioteca da Escola Brasileira de Psicanálise – Seção SC – convidam para lançamento de

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@s nov@s adit@s: a implosão do gênero na feminização do mundo, de Ernesto Sinatra

Dia 09 de agosto de 2013 | Horário: 21:30hs
Local: Hotel Valerim Plaza (Rua Felipe Schmidt, 705 – Centro – Florianópolis/SC)

O lançamento faz parte do Colóquio da Oficina de Política Lacaniana: ADIÇÕES:QUE DROGA É ESSA? que, nos dias 09 e 10 de agosto de 2013, recebe o autor como conferencista.

“O crack é para a produção o que os indivíduos são para o mercado de consumo: o resto da operação. E esse consumo é cada vez mais veloz e mais voraz – identificando a vertigem do efêmero da hipermodernidade.”

“Encarar o problema da multiplicidade requer uma lógica, porque erramos ao buscar nos fenômenos aquilo que faz a diferença. Porque se trata de lógica, seja na abordagem do problema da sexuação ou das adicções, e não das classificações ou descrições que não carecem de preconceitos em seus próprios fundamentos. Preconceitos dos quais não estamos isentos, tal como Sinatra nos recorda, advertindo, ao abordar a clínica atual, que continua se tratando da angústia, e do remédio que o parlêtre quer encontrar, referentes ao fato de que não há relação sexual. Só que o perigo é que o discurso hipermoderno gera a ilusão de ser possível curar-se disso. Lemos a consequência disso nessa lúcida referência adjudicada a Jean-Claude Milner: ‘o momento atual da civilização é a época do sujeito voltado contra si mesmo.’ Creio não equivocar-me ao dizer que o passo que Sinatra dá – na verdade, que volta a dar – neste texto é o de localizar a lógica que sustenta nosso trabalho, o dos psicanalistas, ao tentar ir para além dos fenômenos imaginários – impactantes, por certo – para não perder nossa bússola: o objeto a, o mais de gozo, que os comanda. Porque na atualidade, elevado ao zênite, ou seja: “deves gozar!” – e sem limite –, deixa os sujeitos confrontados à iminência da passagem ao ato. Há então uma urgência frente a qual os psicanalistas devem responder. E este livro constitui, sem sombra de dúvidas, ao menos para alguns de nós, um despertar. (do prefácio de Gloria Aksman)

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Fragmento de história futura (Gabriel Tarde) [Novo título]

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Gabriel Tarde

Tradução de Fernando Scheibe | Ilustração da capa: Christiano Balz
76 pgs; pseudo-coleção de literatura; Formato: 14×20; Impresso em gráfica própria, pelo sistema de cera sólida, e costurado a mão

Publicado originalmente em 1896, Fragmento de história futura, de Gabriel Tarde, é um misto de ficção científica e fábula sociológica. O narrador, que vive por volta do século XXXI, rememora a história de uma humanidade que decide habitar as entranhas da terra por causa de uma catástrofe: a extinção do Sol. O cenário serve para que Tarde realize uma espécie de experimento mental, um laboratório ficcional para suas teorias sociológicas. Inédito em português, Fragmento de história futura foi traduzido por Fernando Scheibe, e conta com o prefácio que H. G. Wells escreveu para a edição inglesa de 1905.

 “O Sr. Tarde confere a seu mundo o inesperado, mas ele vem não insidiosamente como uma diferença única em cada indivíduo e ponto em questão, e sim de fora. Justo quando a Humanidade, bela e encantadora, agrupou-se agradavelmente, racionalmente, com o maior bom gosto, para sempre, em seus estúdios, em seus salões, em suas pequenas mesas verdes, em suas tables d’hôte, em seus cabinets particuliers – o sol se apaga! (…) Talvez a trama melhor sustentada nesse admiravelmente divertido tecido seja a completa satisfação do historiador imaginário com as novas condições de vida. A terra se transforma num interminável favo de mel, todas as outras formas de vida que não a humana são eliminadas, e nossa raça se converte numa comunidade que mantém um alto nível de felicidade e prazer através do constante recurso aos “tônicos sociais”. Meio zombando, meio aprovando, o Sr. Tarde indica aqui uma nova concepção do intercurso humano e critica, com um distanciamento ricamente sugestivo, as relações sociais de hoje em dia. (…) Ele rejeita a asserção de que a ‘sociedade consiste na troca de serviços’ com a segurança de alguém que muito refletiu sobre isso. Ele enuncia claramente aquilo que muitos de nós estamos começando, vagamente talvez, a compreender: que a ‘sociedade consiste na troca de reflexos’.” (H. G. Wells)

Preço: R$35,00 [frete incluso]

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